Após quase 90 dias, bebê prematura recebe alta no Regional da Transamazônica

Após quase 90 dias, bebê prematura recebe alta no Regional da Transamazônica

 

Melinda Sena nasceu com apenas 26 semanas de gestação e deixou a unidade no último domingo (4)

"Esperei tanto para levar minha bebê para casa!". Foi com essa frase que a dentista Ivana de Lourdes, de 29 anos, comemorou a alta hospitalar da pequena Melinda Sena, que nasceu prematura de seis meses no Hospital Regional Público da Transamazônica, em Altamira, sudoeste do Pará.

A alta da bebê aconteceu no último domingo (4), após 88 dias de internação na unidade de Terapia Intensiva (UTI) do HRPT. Melinda nasceu no dia 8 de junho, pesando apenas 890 gramas. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), bebês nascidos com menos de 28 semanas são considerados prematuros extremos.

No dia 6 de junho, com apenas 26 semanas de gestação, a mãe buscou um Pronto Atendimento e recebeu o diagnóstico de bolsa rota, quando há a ruptura da membrana amniótica antes do início do trabalho de parto.

Com um quadro grave, a gestante foi transferida para o Regional da Transamazônica, unidade do Governo do Pará gerenciada pela Pró-Saúde, referência para partos de alto risco e único hospital na região do Xingu que possui Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal e UTI Infantil.

Complicações após o nascimento

Por ter complicações respiratórias e outras questões ligadas à prematuridade, logo após o nascimento, a bebê foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal do hospital, onde passou por cuidados da equipe multiprofissional.

Para Ivana, poder levar a filha para casa era motivo de ansiedade. "Estamos ansiosos demais para ir para casa com ela. Foram dias difíceis, mas graças a Deus, deu tudo certo e só posso agradecer a todo mundo da equipe", contou emocionada a dentista.

Na saída, o pai de Melinda, Luiz Né (30), demonstrou sua felicidade e gratidão. "É muito bom poder sair daqui com a minha filha bem e saudável. Só posso agradecer a cada um de vocês, desde a portaria até a direção, por todo cuidado e carinho com a minha esposa e filha", declarou.

De acordo com Cleiton Araújo, coordenador das UTIs infantis do HRPT, a vontade de viver da pequena foi o que mais motivou toda a equipe assistencial. "A alta dela é resultado de um trabalho em equipe, gestão humanizada e amor. Sabíamos que era uma situação delicada, e agora, vê-la receber alta, nos dá a sensação de que estamos no caminho certo", afirmou o gestor.

"Apesar da gravidade do quadro clínico da Melinda, hoje ela está muito bem. É uma alegria celebrar esse momento tão esperado pela família e por todos nós. O caso seguirá sendo acompanhado pela equipe do HRPT, para atendimento de qualquer possível intercorrência", ressaltou o coordenador.

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